Os projetos solares enfrentam riscos específicos em cada fase da sua vida: danos nos equipamentos durante a construção, danos causados por granizo durante a operação, perda de receitas durante interrupções prolongadas e reclamações de responsabilidade de terceiros feridos no local. Obter a cobertura de seguro certa — no momento certo, com os limites certos — não é opcional para projetos financiados por credores e constitui uma forte prática de gestão de risco, mesmo para projetos financiados por capital próprio. Este guia cobre os tipos de cobertura, exclusões típicas e requisitos mínimos.

Seguro fase de construção

Todo risco de construção (CAR) / Todo risco de construção (EAR)

O seguro CAR/EAR cobre danos físicos ao projeto em construção – painéis, inversores, estruturas de montagem, cabos e outros equipamentos desde a chegada ao local até o comissionamento. A cobertura padrão inclui:

Limite típico: o custo total de reposição do projeto (preço do contrato). Franquia: normalmente entre US$ 5.000 e US$ 25.000 por evento para projetos de C&I, mais alto para projetos de serviços públicos.

Em contratos EPC de valor global, o contratante normalmente possui seguro CAR e o proprietário é um segurado adicional nomeado. Em acordos de fornecimento pelo proprietário (onde o proprietário adquire o equipamento diretamente), o proprietário deve ter seguro CAR desde a entrega até o local e notificar o contratante de EPC sobre os termos de cobertura.

Responsabilidade Civil dos Contratados (TPL)

Cobre reclamações de lesões corporais e danos materiais decorrentes das atividades de construção. O contratante EPC oferece essa cobertura, mas o proprietário deve verificar se os limites são adequados (normalmente, no mínimo US$ 5 milhões por evento) e se o proprietário é um segurado adicional.

Seguro de fase operacional

Risco Total Operacional (OAR) / Risco Total de Propriedade

Cobre danos físicos à planta durante a operação. Ao contrário do seguro CAR (que cobre danos durante a construção), o OAR cobre toda a vida operacional da usina. Principais elementos de cobertura:

Limite típico: custo total de reposição da planta, numa base nova por antiga. Os sublimites aplicam-se frequentemente a inundações e tempestades nomeadas em zonas de alto risco.

Interrupção de Negócios (BI)

O seguro BI compensa a perda de receita quando a planta não consegue gerar devido a um evento de dano físico coberto. Esta é a cobertura comercialmente mais significativa para plantas geradoras de receita:

O BI é normalmente exigido pelos credores do projeto (veja abaixo). Para usinas financiadas por capital onde o proprietário pode absorver perdas de receita no curto prazo, a cobertura do BI é opcional, mas recomendada para usinas acima de ~500 kWp.

Responsabilidade Civil de Terceiros (TPL)

Cobre reclamações de lesões corporais e danos materiais por terceiros decorrentes da operação da usina – por exemplo, um visitante ferido no local ou um incêndio que se espalha para uma propriedade adjacente. Limite mínimo recomendado: US$ 5 milhões por evento; os credores do projeto normalmente exigem US$ 10–20 milhões por evento.

O que os credores do projeto exigem

Se o seu projeto solar for financiado por dívida (financiamento de projeto, empréstimo de banco comercial, título verde), o credor especificará os requisitos mínimos de seguro como condição de saque. Requisitos típicos de seguro do credor:

Tipo de coberturaLimite mínimo típicoRequisitos adicionais
REMO / PropriedadeCusto total de substituição (sem sublimites para riscos nomeados sem aprovação do credor)Credor nomeado como beneficiário de perdas para reivindicações acima do limite
Interrupção de negócios12–18 meses de receita projetadaO período de indenização deve exceder o período de reserva do serviço da dívida
TPLUS$ 10–20 milhões por eventoCredor nomeado como segurado adicional
CARRO (construção)Preço total do contratoCredor nomeado como segurado adicional desde o primeiro saque

Principais exclusões a serem observadas